Para quem esteve atento ao que se passou no Partido Socialista da Maia, antes e depois do último processo eleitoral autárquico de 11 de Outubro, na Maia, terá forçosamente de concluir algumas verdades irrefutáveis:

Para os militantes mais antigos no Ps-Maia, aqueles que se foram revezando na gestão do Partido e colhendo algum protagonismo junto do poder municipal, nunca lhes passaria pela cabeça ficar fora de jogo, no Partido e na Autarquia. No Partido pelo menos até às próximas Eleições internas nos primeiros meses de 2010; na Câmara e Ass. Municipal uns longos quatro anos! É muito tempo para quem se sente com ambições, competências e capacidades políticas!

Certamente nunca esperariam que eles próprios ou os seus camaradas ideológica ou estrategicamente mais próximos não mantivessem o domínio que as suas facções, famílias, amigos e companheiros de muitos anos vinham exercendo no PS-Maia, embora progressivamente enfraquecido e minado por sucessivas derrotas em eleições autárquicas.

Fracassadas as suas expectativas no Presidente da Concelhia cuja candidatura apoiaram - expectativas consumadas com o processo e a escolha dos candidatos autárquicos à Câmara e Assembleia Municipal - os “velhos” militantes do PS-Maia sentem-se afastados do protagonismo político com o aparecimento de quadros recém-chegados ao Partido - alguns até que eles próprios convidaram para o PS há alguns anos - com preparação académica e novos projectos apoiados numa Juventude Socialista activa e ambiciosa, que foram colhendo crescente aceitação nas bases mais interessadas num novo fôlego para o PS-Maia.

Deste embate, que não será propriamente um confronto de gerações porque em todas as facções existem militantes de todas as idades, só se espera surja, não o refundamento do PS-Maia nas bases dum passado que sendo de honrar estará fora de tempo para ser repetido mas um Partido que enalteça os seus fundamentos, que sobrevalorize os seus ideais, que estruture, planeie e apresente os seus projectos envolvendo todos os militantes disponíveis e competentes. Todos, sem exclusões! Com o saber e a experiência dos mais antigos mas também com as novas ideais e o entusiasmo das militâncias mais recentes. Com o empenhamento de todos na consolidação do diálogo e da democracia exigíveis a quem milita no Partido Socialista.

O primeiro passo para o refundamento do PS-Maia será talvez a discussão das divergências internamente. As reuniões da Comissão Política Concelhia não a proporcionam. O PS-Maia tem absoluta urgência em criar espaços de diálogo e de informação. Tenho lido nos jornais artigos de opinião absurdamente parciais e relatando inverdades pelo que só podem ter sido escritos por quem só sabe dos acontecimentos por algum “espírito santo de orelha”. Evite-se essa exposição pública mesmo quando se é capaz de ser imparcial e verdadeiro!

Como autarca de Freguesia, militante e membro da Comissão Política Concelhia do PS-Maia reclamo a urgente necessidade de se abrirem espaços de discussão e diálogo – dinamizados pelos secretariados das Secções ou da Concelhia – onde possamos reencontrar as vias da unidade.
 
Adão Bastos
 


Comments

Lafaete Pereira
12/10/2009 14:29

Estou também de pleno acordo, com todo teor descrito pelo Adão Bastos.

Como reflexão, proponho que todos os militantes, passem a discutir nos locais próprios em “Sede do Partido” como exemplo, porque é que o PS Maia, não ganha eleições autárquicas na Maia?

Assim, em vez de alguns militantes, passarem o tempo a denegrir a imagem do nosso Partido eleições após eleições, que só tem vindo a favorecer o poder incompetente instalado do PSD da Maia.

Devíamos era evitar comentários desnecessários alguns insultuosos a militantes que com muita dignidade deram o seu melhor para que os resultados fosse vitória do PS, que no meu entender seria de todos nós e em especial do Concelho da Maia.

A verdade é que não temos tido a capacidade de mostrar aos Maiatos a confiar com o seu voto para que sejamos alternância ao poder que vem governando este Concelho à muitos anos.

Estou confiante que um dia vai acontecer, quando alguns militantes se convencerem que ninguém é dono do Partido, mas juntos vamos conseguir vencer.

Lafaete Pereira

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